12 minutos com Nelton Friedrich | A semana do meio ambiente – parte 2

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Olá minha gente nós estamos dando sequência ao tema da semana do meio ambiente, portanto, ao dia mundial do meio ambiente, só que agora focando mais para a questão brasileira. E desta forma refletirmos sobre a gravidade, pois estamos enfrentando simultaneamente a pandemia e a catástrofe ambiental que o nosso ministro do meio ambiente está promovendo.

É importante percebermos como o brasil está perdendo prestígio lá fora , mas também como é lastimável esta visão obtusa e medieval, absolutamente atrasada, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade.

Retomando rapidamente o tema das cidades… É preciso compreendermos a visão prática! Chamo a atenção pois esta é uma abordagem muito significativa, a do redesenho das nossas cidades e a do ser urbano. Notem para que compreendamos a importância que cada pessoa tem em seu meio ambiente, é preciso entender que o indivíduo não é isolado em sua rotina, tudo está conectado. Como o combustível do carro, como o pacote de bolacha e como papel da propaganda interferem na cidade?

Tudo está conectado e é interdependente. Precisamos manter isso em mente.

Quando o Brasil foi à Paris assinar o acordo em 2015, finalmente era concluída a agenda 2030 e o detalhamento dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), que tem como base o combate a alteração do clima.

Na época o Brasil atuava como um dos protagonistas em defesa das pautas ambientais, todos sabemos que nosso país era respeitado e era até admirado por ambientalistas de todo o globo. Toda esta construção em prol do meio ambiente se deu em grande medida pela atuação do Brasil, tivemos a Rio 92 e depois tivemos a importância da Rio + 20, nesta ocasião lembro que se definiu o período de três em três anos, para que todos os países apresentassem um conjunto de ações e metas para ganhando em efetividade o desenvolvimento da pauta ambiental em cada lugar.

As ODS, além do desenvolvimento sustentável traz consigo a cultura da sustentabilidade. Para que fosse trabalhado entre nós a ética do cuidado. Reparem cuidar… é muito mais do que acumular, do que ter, do que conquistar ou depredar.

É por isso que eu fico imaginando a tristeza que acaba atingindo tantas e tantas organizações, homens e mulheres e até algumas empresas, e até alguns governos, no que diz respeito ao que está acontecendo com o nosso país.

Viramos o centro de uma tragédia, o que pensar de uma reunião de ministros, uma verdadeira reunião “aloprada” me perdoem a expressão, mas de repente o ministro de meio ambiente dizer o que disse: “vamos aproveitar que a imprensa está distraída com a pandemia para passar a boiada” se referindo à desregulamentação do aparato legal que protege o meio ambiente, isto é uma agressão, é uma ofensa!

Com isso recebemos o crescente descrédito internacional, mas pior… me pergunto: “onde vai parar o nosso sentimento de brasilidade?”. Nós estamos sendo atingidos por isso e os efeitos já estão cada vez mais presentes. Um exemplo concreto está nas repetidas críticas das entidades ligadas ao meio ambiente ao Ministro Ricardo Salles. Já houveram manifestações direcionadas ao Ministério Público Federal, ao Supremo Tribunal Federal, e ao Congresso Nacional para que fossem tomadas medidas urgentes e imediatas de afastamento do executivo assim como da responsabilidade daqueles que promovem o desmatamento.

Ao tramar dolorosamente contra a sua própria pasta, o ministro além cometer um crime contra a humanidade, demonstra agir com desvio de finalidade e os custos são grandes para todos nós.

Por exemplo uma entidade importante como o Observatório do Clima acabou se manifestando, condenando as atitudes do ministro, o que automaticamente traz consequências, afastando investidores e abalando a imagem externa do país.

Ainda agora, recentemente houve uma reunião de 50 países para debater a recuperação mundial pós pandemia. O primeiro-ministro do Canadá um dos principais responsáveis por esta convocação fez duras críticas ao Brasil.

Nos debates que determinarão o futuro da humanidade ficaram de fora o Brasil de Bolsonaro e os Estados Unidos de Trump. Porquê será, alguém consegue me responder?

Até quando abusarão da paciência do povo brasileiro?

Quais as consequências disso tudo para o Brasil e seu povo?

Pergunto para que tenhamos a oportunidade de pensarmos juntos.

Enquanto isso também tivemos reuniões recentes envolvendo empresas e entidades, envolvendo também o fundo monetário internacional, o banco mundial, além de várias outras organizações que acabaram por fazer um importantíssimo encaminhamento para que os planos de recuperação possam acontecer, abordando o redesenho da agenda mundial pós-pandemia, focando na sustentabilidade, na economia de baixo carbono, na descarbonização, em outras palavras coisas importantes estão acontecendo e o Brasil está fora.

Repito, o Brasil que antes era referência, hoje está fora das principais cúpulas internacionais que debatem o futuro do planeta.

E com isso concluo, a semana do meio ambiente passou, mas deixo esta reflexão, na natureza não existe castigo, existe consequência! Por isso devemos cuidar, cuidar e cuidar.

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