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terça-feira, 18, janeiro, 2022 | 04:53:22 PM

A gente se vê ontem

Um filme que conta com Michael J. Fox no elenco, cujos personagens viajam no tempo e não se trata da trilogia “De Volta para o Futuro” merece atenção…não? E se acrescentar que foi produzido por Spike Lee???

Então que “A gente se vê ontem”, disponível no Netflix, tem tudo isso e ainda – quase que profeticamente, já que foi lançado em 2019 – toca em um dos assuntos mais falados deste ano: violência policial contra negros (“black lives matter”).

A obra conta com dois adolescentes afro-americanos super “nerds” (Claudette e Sebastian) como personagens principais, que conseguem, através de uma engenhoca construída e guardada dentro de uma mochila, viajar algumas horas no tempo. O objetivo dos adolescentes é singelo: vencer a feira de ciências do colégio para conseguirem bolsas de estudo nas melhores universidades americanas.

Porém, a “grife” Lee já nos créditos iniciais denuncia que de “ordinário” o filme não tem nada. A trama de viagem no tempo é apenas o pano de fundo para uma crítica social ferrenha e bem construída: o assassinato de jovens negros pela aclamada “NYPD”. A grande sacada do filme é fazer com que esses dois argumentos tão longínquos – racismo e deslocamento temporal –  se cruzem e de forma verossímil (dentro de um universo no qual pode se transitar no tempo, diga-se de passagem).

O ponto de virada da história se dá a partir da morte do irmão de Claudette, assassinado à luz do dia e diante de várias testemunhas pela polícia (muito familiar este contexto, aliás…). Os desdobramentos deste fato, bem como as implicações das viagens temporais, deixam o espectador vidrado e tentando adivinhar o que acontecerá.

Mérito do roteiro e também da produção. Tudo se encaixa… Cenários, figurinos, atuações e trilha sonora. À primeira vista trata-se de uma ficção científica despretensiosa e esquecível. Porém, todo o contexto do drama social do racismo e da violência policial dão à película profundidade suficiente para posteriores reflexões.

Ah, e ver Michael J. Fox aparentemente bem e atuando, ainda no papel do cético professor que não acredita em viagem no tempo, é simplesmente sensacional.

Recomendo.

OBS: nesta quarentena, incentivada pelo meu amigo Bruno, virei fã dos Podcasts. E foi no ótimo “Braincast” que ouvi essa indicação. Recomendo também… na pauta, criatividade, tecnologia, cultura digital, inovação e negócios. (Tipo… feito para mim!)

 

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