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domingo, 29, novembro, 2020 | 10:09:36 PM

I may destroy you

       Disponível na HBO e produzida pela BBC, “I may destroy you” já é considerada uma das melhores séries de 2020. Porém, eu só descobri isso após assisti-la… e concordo muito.

       A série tem como personagem principal Arabella, uma escritora londrina que começou sua carreira com tuítes certeiros sobre a geração millennial (da qual ela faz parte) que posteriormente culminaram na publicação do livro Chronicles of a Fed-Up Millennial, sucesso de público.

       Então que a história começa com a protagonista às voltas com a produção do segundo livro. Entre falta de inspiração e cobrança dos editores, Arabella reúne os amigos para uma ida corriqueira a um bar, após uma viagem à Itália. Porém, ela acorda no outro dia com ferimentos no rosto, sem lembranças do ocorrido e pouco a pouco o quebra-cabeça mental vai sendo montado: fora vítima de um estupro, após terem colocado droga em sua bebida. A partir daí a série se desenrola para mostrar sua busca por detalhes daquela noite, bem como por justiça.

       Uma pausa para falarmos de Tracy Gordon, que além de interpretar magistralmente a personagem principal, também é a criadora e diretora da série. Ela encontra o tom certo, tanto na interpretação de Arabella, quanto na construção e direção da obra. Afinal, trata-se de assunto espinhoso, porém a moça soube dar o tom, pois a série é tudo, menos soturna. Aliás, a fotografia é algo a se destacar.

       “I may destroy you” também é um tanto autobiográfica, visto que Gordon já contou em entrevistas que sofreu um abuso semelhante, quando ainda escrevia a também aclamada “Chewing Gum”, do Netflix.

       O ponto alto da série, na minha opinião, é a franqueza com que os temas surgem na boca dos personagens. O roteiro bem amarrado traz à luz pautas importantes como estupro, machismo, falta de preparo policial, abuso sexual tanto em relacionamentos hétero quanto em homossexuais, preconceito e intolerância.

       Assuntos como esses possuem fronteiras não tão bem delineadas, mas a série trata de demarcá-las com competência. Foco no episódio em que o parceiro tira o preservativo sem a percepção (e consequentemente o consentimento) da mulher. Em certa altura, descobrimos que isso configura crime na Inglaterra. (E lição de casa feita pelo “Ivi em Cena”, no Brasil TAMBÉM)…

       Portanto, com sacadas argumentativas como essa, temos um ótimo produto audiovisual, com temas relevantes, produção competente e leveza na medida para não pesar muito o clima… indispensável para eles, elas e elxs…

       Recomendo muito.

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