Mucize

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E o cinema da Turquia surpreende novamente… Depois da belíssima versão – já comentada aqui – do “Milagre da Cela 7”, é a vez de “Mucize” (Milagre) encantar e emocionar.

Também passado nas belíssimas montanhas turcas, nos anos 60, este tocante filme conta a história do professor Mahir, enviado ao distante povoado de Palu, com a missão de lecionar.

Lá, o idealista educador se depara com um povo isolado, de tradição patriarcal, sem escola (o governo não a construiu) e é muito bem acolhido.

A aldeia se mobiliza, com a ajuda dos bandoleiros das montanhas, para construir uma escola para suas crianças e Mahir aceita ficar, mas impõe uma condição: que a partir daquele momento as meninas também pudessem frequentar as aulas. 

Logo no início, nos deparamos com a figura de Aziz, um deficiente que apresenta problemas motores e de fala, na faixa dos 30 anos e que é motivo de zombaria das crianças do vilarejo.

Ao longo das mais de duas horas de duração, vamos conhecendo os personagens, as tradições do local – a escolha das noivas por parte de suas futuras sogras bem como a expectativa em torno de cada casamento é bem peculiar e conta com momentos divertidos – e testemunhando como a presença de um professor muda a atmosfera do local. Mahir, através do ensino, traz esperança e inclusão.

Afinal, ele traz para dentro da sala de aula o “zombado” Aziz e o ensina a ler e a escrever. Destaque para os momentos nos quais ele aborda o respeito ao colega deficiente com os demais alunos.

Se a história não fosse baseada em fatos reais, seria difícil de crer no golpe de sorte que o destino, acrescido da tradição do local, pregou à Aziz. A partir daí, o filme ganha tons um pouco mais dramáticos pelo preconceito e falta de aceitação que a história revela. 

Sem medo de flertar com o piegas, o final surpreendente revela a força do amor e o porquê do título. Além disso, testemunhamos a educação, na figura do professor Mahir, mostrar sua força transformadora, democrática e com valores éticos. 

Destaque para a belíssima fotografia. Película incrível, delicada, leve e emocionante. Daquelas que você assiste e fica tempo digerindo por algum tempo.

Deleite.

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