O manifesto sou eu

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Sou eu,
Filho de mãe branca e pai preto, mistura brasileira
De um lado talvez a Europa, do outro a África inteira.

Desde criança a orientação
Seja bondoso, cabelo penteado
Estão todos me olhando, mas o que eu fiz de errado?

O Sangue pulsa, o sangue derrama
Todas essas cores eu conheço, o arco íris está no céu
Mas tem uma cor que eu não vejo.

Muitas inspirações, do canto até o batuque
Dos Bantos nos Quilombos,
Sinto-me protegido como numa muralha de taipa
Resistência aos grilhões, é isso que nos falta.

Não só a América está em chamas.
É difícil de entender, é cruel de explicar
Quando os olhos não forem medidos pela cor
e quando não faltar o amor,
Tudo isso irá mudar.
Sou eu, com Fé.

Curitiba, 02/06/2020

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