O que é, como funciona e como ajudar a Central do Alimento

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Mas… pensando justamente nesse momento difícil, muitas iniciativas têm surgido para diminuir os impactos sociais causados pela COVID-19. O vírus, que se alastrou e colocou o mundo em estado de alerta, e por hora em quarentena, também fez nações se mobilizarem em prol do bem comum. Apesar de Curitiba apresentar o menor índice de vulnerabilidade familiar no país, ainda há muitas comunidades e famílias carentes, além de trabalhadores informais que precisam de ajuda.

Tendo isso em vista, o Mandato Goura, o coletivo Mobiliza Dudu Moreira, a Central Biarticulando, Pro Nobis Agroecológica e o movimento Cooltivando criaram a Central do Alimento. A iniciativa, lançada na última terça-feira, 31, nas redes sociais, tem por objetivo levar alimentos de produtores de Curitiba e RMC a pessoas em vulnerabilidade durante o período da pandemia.

O projeto que surgiu a partir de um mapeamento – onde foram compilados dados sobre produtores, restaurantes e delivery, e de pedidos de ajuda de pessoas e comunidades carentes -, uniu o útil ao agradável, ao criar uma ponte entre os agricultores e as pessoas em vulnerabilidade. O Gestor Ambiental e um dos idealizadores da Central, Leonardo Rocha, explica que esta conexão vai facilitar ambos os lados que precisam de ajuda nesse momento: “vai facilitar tanto para os agricultores, que no momento estão com dificuldade de vendas através do delivery e redes sociais, tanto quem precisa dos alimentos”, comenta Rocha.

A Central também está dando auxílio aos produtores e estabelecimentos que estão com dificuldades de logística por conta da grande demanda. Nesse sentido, Rocha explica que a Central vai servir como uma pequena Ceasa (Centrais Estaduais de Abastecimento): “facilitar também para os que já estão melhor adaptados a essa modalidade de venda, pois neste período os pedidos aumentaram e por conta da demanda estão com dificuldades de logística, então a Central vai servir como uma mini Ceasa”.

Essa logística vai acontecer através de uma operação organizada a fim de evitar riscos de contágio. A equipe da Central vai coletar os alimentos e levar a um galpão localizado no centro da capital, a princípio. Após o processo de limpeza dos alimentos e caixas, serão feitas as cestas básicas, complementadas com alimentos dos produtores. Feito isso, os alimentos poderão ser retirados mediante cadastro e agendamento prévios via Whatsapp.

O espaço foi cedido por um dos apoiadores da ação, o Coletivo Dudu Moreira. A ideia, segundo Moreira, é que a iniciativa ganhe corpo e seja uma grande rede que possa ajudar quem precisa. “Nessas horas temos que lembrar dos mais vulneráveis que serão realmente afetados com a menor oferta de alimento, com a dificuldade de abastecimento da renda familiar e consequentemente não vão conseguir comprar os alimentos necessários para ela e toda a família”, comenta Moreira, ressaltando a importância da solidariedade nesse momento.

Para ajudar você pode apoiar a vaquinha doando qualquer valor, para as seguintes contas

Caso você precise dos alimentos se cadastre pelo Whatsapp: (41) 9 9201-2964

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