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Hoje acompanhamos a coletiva de imprensa realizada com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães  e o presidente da DataPrev, Gustavo Canuto, que teve o objetivo de anunciar como acontecerá o pagamento do auxílio emergencial liberado pelo governo para os trabalhadores informais e MEIs, em meio à crise financeira desencadeada pelo coronavírus.

No dia seguinte ao “fico” do ministro da saúde, Henrique Mandetta – capitaneado pela ala militar do governo, legislativo e STF -, era de se esperar alguma tensão no ar, mas com foco na liberação dos recursos aos necessitados.

Não foi bem isso que aconteceu. Não tivemos paciência nem capacidade para contar, mas Mario Sergio Conti, comentarista da Globonews, contou: ao longo da entrevista foram tecidos trinta e oito elogios ao “capitão”, o presidente Bolsonaro. Isso mesmo, trinta e oito elogios…

Seria completamente desnecessário, se não fosse até constrangedor. Estamos em uma crise sem precedentes, com vidas em jogo, pessoas privadas de seus trabalhos e rendimentos e o trio maravilha teve que alternar frases técnicas com massagens no ego presidencial.

Enfim… dá até para entender que neste governo, se alguém se destaca isoladamente ou brilha mais que o capitão, a “caneta” pode entrar em ação e nenhum dos três quer perder o posto por isso. Mas não era momento, não era o contexto. Um elogio da parte de cada um até seria aceitável, mas trinta e oito… Não dá… perde-se a credibilidade.

Nosso presidente mimado tem que guardar sua personalidade ególatra no armário, pelo menos até o final do pico desta crise, pelo menos.  Certa vez, Nietzsche escreveu: “não posso acreditar num Deus que quer ser louvado o tempo todo”. Não temos a pretensão de comparar ao maravilhoso filosofo alemão, porém como não votamos 17 e temos verdadeira preguiça da persona do presidente menino, poderíamos afirmar: não é possível acreditar em um presidente que quer ser louvado o tempo todo”.

Cansa e é insalubre…

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