16.8 C
Curitiba
segunda-feira, 15, agosto, 2022 | 09:59:23 AM

UMA NAÇÃO QUERENDO SE ENCONTRAR

Politicamente: e aí, 2022?
2022 começou bem. Bolsonaro segue em queda livre e tão frágil eleitoralmente que cogita abandonar a reeleição e buscar uma vaga no Senado.
Sergio Moro – sem decolar nas intenções de voto e precisando desesperadamente de um mandato para obter foro por prerrogativa de função – tem sua candidatura com prazo de validade: segundo a imprensa, mês que vem…fevereiro. Tudo indica que, a exemplo do seu ex-chefe e grande beneficiado de sua atuação jurídica parcial, concorrerá ao Senado por São Paulo.
Lula – cometendo o grave equívoco do “já ganhou” e de forma autoritária, impondo suas vontades hegemônicas em seus aliados de até então, provocando irritação no campo progressista. Segue sem apresentar uma proposta sequer, vivendo de seu inegável carisma, prometendo picanha e cerveja ao povo sem dizer como, escondendo o fracasso econômico do governo Dilma imposto por ele próprio, e abertamente mais neoliberal do que nunca (segundo Luiz, taxação de lucros e dividendos e grandes fortunas é ruim ao país, pois o empresariado fugiria daqui. A pergunta é: pra onde, cara pálida, se no mundo inteiro é feito dessa forma, fora Brasil e Estônia? 🤦🏻‍♂️), para delírio do mercado financeiro que já topa uma nova “Carta aos brasileiros”.
Todos estes são considerados por mim como adversários ao desenvolvimento da República.
Explico: os dois primeiros conspiram à luz do dia contra o sistema republicano – Bolsonaro flertando com o golpe e aparelhando as instituições. Moro por exacerbar suas funções legais de magistrado e ensejar todo o desequilíbrio democrático que vivemos.
Mas e a corrupção desvelada pela Lava Jato? Podre, nojenta e existiu. Aí estão os fatos. O criticável na Lava Jato é a visível intenção política de uma operação que deveria ser meramente investigativa, policial, judicial. Os dois destaques da operação hoje estão na política! Pior ainda é o absoluto desrespeito às regras do jogo, às garantias constitucionais e à própria ideia de julgador imparcial. Uma verdadeira subversão dos meios visando um fim determinado. Antagonismo flagrante à ideia de busca da verdade real dos fatos.
Mas que a forma de governar de Lula até Bolsonaro, o tal do “Presidencialismo de Coalizão” é corrupta, isso é.
Agora falando do ex- presidente: talvez sua maior irresponsabilidade seja justamente essa. Passar a mensagem ao jovem brasileiro de que a corrupção é “um mal necessário”, que “sem ela não se governa”.
Que angústia me dá escrever isso, tendo eu mesmo votado repetidas vezes no PT acreditando naquele voo de galinha como sinal de um país em desenvolvimento. Eu não poderia estar mais enganado! Desenvolvendo nada!
O governo não tinha arejamento nem plano econômico, vendeu-se aos bilionários que não deixavam brecha para nenhum projeto alternativo ao neoliberalismo. Isso foi aceito por Lula e os seus. E a crise que começamos a sentir no governo Dilma, que lamentalvelmente perdura até hoje (pois todos os candidatos, de esquerda ou direita, à exceção de Ciro Gomes – que propõe um modelo diferente – são subalternos à banca, logo, a este modelo), são os efeitos desta política econômica desastrosa.
O número mais emblemático para mim é justamente o mais alardeado pelos lulistas: 23 milhões deixaram a pobreza. Excelente, pensava eu. Este governo é pelo povo – o inocente e imaturo Dudu julgava. A questão fundamental é: onde estão estes 23 milhões agora? E seus filhos? E seus netos? E seus amigos? Digo-lhes: voltaram à miséria! Passam fome.
Por que isto tem a ver com o PT e Lula, tendo se passado 06 anos da última administração petista? Pois nunca foi feito um verdadeiro projeto de Estado, mas sim projetos de governo que serviam para vencer eleições e não para transformar nosso destino. Tanto é que em apenas 2 anos de Temer e 3 de Bolsonaro, o “legado” que tanto se falava virou pó.
A aposta nas commodities como política econômica, a subserviência ao mercado financeiro, a conivência com o galope da dívida pública e a profunda desindustrialização do país arrombaram a economia brasileira. A origem do problema está aí. A sensação dos resultados vem tardiamente. Mas há nexo causal entre os dois momentos.
Lamentavelmente, parece que Lula não aprendeu nada e pretende repetir a mesma ladainha de sempre, falando contra os poderosos, a favor do povão, mas entregando números bem distantes deste discurso. Duvida? Pode checar, irmão!
Nós precisamos urgentemente nos livrar do neoliberalismo, seja ele representado por quem for, de vermelho ou de azul. Pois se há um crime contra este país, é jogar fora todo o seu imenso – e eu diria, exclusivo – potencial entre as nações mundiais.
Para isso, muito precisa mudar. Estou de acordo com Ciro Gomes que é necessário alterar o modelo econômico e a governança política. Li seu livro, estudei seu projeto e me convenci. Ciro Gomes é de longe a candidatura que mais respeita o eleitorado, fala o que deve ser dito sem medo de represálias, enxerga o tamanho da crise e é o único a propor medidas resolutivas para ela.
Tal como Moro, as pesquisas não apontam favoritismo algum para Ciro, porém, diferenças substanciais aqui devem ser levadas em consideração: 1) Ciro já foi candidato algumas vezes. Em 2018, aproximadamente 14 milhões de brasileiros depositaram sua confiança no ex-governador do Ceará. Não é intenção de voto. É voto mesmo!;
2) Caso não vença o pleito, em nada perde Ciro. Não sofre investigação do TCU e não necessita de foro, bem como não o tem desde seu último mandato, como deputado federal há mais de 10 anos. Arrisco dizer que quem perderia é o Brasil;
3) A candidatura de Ciro ao Planalto já é consolidada e garantida pelo seu partido, o PDT;
4) Apesar das eventuais divergências, é notório de ponta a ponta do espectro político que Ciro é um homem preparado e vem dedicando-se a discutir alternativas para o Brasil. Ou seja, sua candidatura não é uma aventura como Moro’s, Huck’s. É sólida sua proposta de país;
5) E fundamental: Ciro Gomes é o único dos candidatos da chamada “terceira via” que tem densidade popular e militância aguerrida. Mesmo sem ter sido presidente ainda, cumpre um papel central para a democracia brasileira. Ciro politizou a porção do povo que o ouve. Milhões de jovens Brasil afora hoje debatem tripé macroeconômico, complexos industriais, economia do conhecimento, soberania nacional, modelo educacional cearense (o melhor do país), tributação de lucros e dividendos, taxação de grandes fortunas, enfim…Ciro tirou sua militância do baixo debate, pois insiste em fazer política do jeito correto, como pedagogia popular. Já pensou un governo assim? Falando disso tudo ao invés de golden shower e picanha + cerveja?;
6) Ciro tem a menor rejeição entre os presidenciáveis mais viáveis;
7) Ciro inicia a eleição consolidado com cerca de 10% do eleitorado. Agora é sebo nas canelas da militância e da equipe de Ciro para dobrar este percentual.
De bônus, tem 40 anos de vida pública, sem responder por um mal feito administrativo sequer, muito menos de corrupção. É um sujeito experiente na administração pública e vai fazer muito pelo nosso Brasil.
Esta eleição está longe de estar decidida, como alguns pensam. Muita água vai rolar embaixo desta ponte. 2022 é o ano! Não é apenas um ano novo, é tempo de construirmos, JUNTOS, um Brasil novo.
Aquela nação que se encontra com seu destino! #PrefiroCiro #AgoraÉCiro

FAÇA UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Nelton Friedrich inicia série de lives pelas redes sociais com o objetivo de esclarecer a população

Neste sábado último, dia 18 de novembro, o Deputado Constituinte Nelton Friedrich pelo PDT, lançou em suas redes sociais...

Vamos falar de um momento histórico!

Para isso, uma diretriz deve ficar compreendida: em um momento onde o ar é tóxico de tanto ódio, nunca um ensinamento de...

Simples Nacional em foco na Região Metropolitana de Curitiba

Por que não conseguimos nos defender das argumentações legais? Simples por não possuímos fundamento consistente o bastante para contestar as irregularidades tributarias...

Da história para os livros, dos livros para as telonas.

Era manhã do dia 25 de agosto de 1961, quando o então presidente Jânio Quadros renuncia ao cargo de presidente da República,...

Mare of Easttown

Quando o nome de Kate Winslet está associado a algum projeto, confesso que...
1,172FansLike
34FollowersFollow
292SubscribersSubscribe
Curitiba
nuvens quebradas
16.8 ° C
17 °
16.7 °
100 %
2.1kmh
75 %
sáb
25 °
dom
22 °
seg
28 °
ter
28 °
qua
26 °

Artigos Relacionados