Início Destaque Da história para os livros, dos livros para as telonas.

Da história para os livros, dos livros para as telonas.

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Era manhã do dia 25 de agosto de 1961, quando o então presidente Jânio Quadros renuncia ao cargo de presidente da República, deixando um vácuo que logo deveria ser preenchido pelo seu vice João Goulart, que no exato momento de sua renúncia estava em visita diplomática a República Popular da China.

Os ministros militares a época, comunicaram ao então presidente da Câmara dos Deputados que não aceitariam a posse de Jango, e ameaçavam prendê-lo quando ele pousasse em solo brasileiro, é então que o cenário político brasileiro sofre uma reviravolta.

Do sul do país, em Porto Alegre, o então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, inicia a campanha da legalidade, para garantir a constituição e a posse do vice-presidente Jango.

Passada essa breve contextualização, quero explicar um pouco do título dessa coluna, escolhi ele de modo a representar algumas sensações que tive sobre alguns livros que li e um filme que assisti nesse último mês de agosto quando se celebram os 60 anos da Campanha da Legalidade, que são eles: 1961 que as armas não falem de Paulo Markum, Brizola vozes da legalidade de Juremir Machado da Silva, além de trechos de biografias de Brizola e Jango, e o filme Legalidade dirigido por Zeca Brito.

Falando um pouco sobre o filme, ele superou todas as minhas expectativas, e uma das razões principais é porque nele pude visualizar diversas das cenas que sempre li nos livros e fiquei a imaginar na minha cabeça como elas teriam ocorrido.

Por diversas vezes me senti dentro da tela do computador e como um real participante daqueles episódios, dado o cuidado na  reconstituição dos mínimos  detalhes; alguns momentos do filme me marcaram muito dentre eles cito: a participação ativa e pessoal de Brizola na construção da rádio da Legalidade, seus discursos eufóricos na defesa da constituição e do povo brasileiro, mas sem esquecer do que hoje em dia podemos chamar de “plot twist”, que é o momento em que o comandante do 3° exército, General Machado Lopes decide se juntar ao governador em defesa da posse de Jango.

Recomendo tanto o filme como os livros para todos que anseiam por conhecer mais sobre a história, e política do nosso país.

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